2002/08/16

ROTFL :-))?. Fantastic! I've been referenced for the first time, in less than one month blogging; and without telling anyone about my blog. Very cool indeed!

What's really funny is the fabulous mis-translation that babelfish does of Portuguese. If you want a nice joke, translate something from Portuguese to English and then back again, with Altavista. You do need to know Portuguese, though.

Well, this entry is in English just to avoid this type of problem. I'm also inclined to start writing in English, un-patriotic as it may sound. Krzysztof, here's a man-made translation of my previous post:

This blog is really interesting. The value of programming. Why do programmers make gobs of money?

Huh?I am not making gobs of money. With my income, I couldn't afford to pay a mortgage and still live like I got used to at my parents'... Where is the money giveaway?

On a more serious note: The discussion presented on the blog post is quite interesting. Why is it that computer engineering pays better than, say, high-school teaching? One can assume that pay is a value-function of personal merit. If it reflects personal value for the society-at-large, then one can reason in terms of how does society value people.

And I personally think that our society, basically, values people the same way it values products. Market forces. People try to sell their services at the highest possible price. Companies/individuals try to get the services at the minimum possible price. Market does the rest.

This is profoundly unromantic. Individual value has nothing to do with responsability (like doctors or civil engineers would like), or with power (like MBAs imagine) or even with operational costs (like various artists would love). No. Our value to society is plain-old market-value. Again, this is quite unromantic and cold, but that's the society we've built. It has worked so far...

Parece que o Segway não está a vender como se espera. É mesmo pena se este projecto não se tornar comum. Se fizer tudo aquilo que se diz, então seria capaz de revolucionar o trânsito nas nossas cidades. Podia-se fechar grande parte da cidade a trânsito individual, e deixar passar os segways para podermos dar liberdade à preguiça, e rolar numa máquina inteligente.

Enfim... Quando a patente expirar, alguém há de pegar na ideia.

Tadaa. Acabei de mudar o blog para a sua nova casa. Em vez de estar no blogger.com, instalei o Movable Type e mudei os dados todos para um servidor da Portugalmail.

Livrei-me da ditadura dos banners. Wee :-D

2002/08/12

Este blog é de facto muito bom. The value of programming. Porque é que os programadores andam a fazer rios de dinheiro?

Huh?. Eu não estou a fazer rios de dinheiro. O dinheiro que ganho não dava de certeza para pagar uma casa e viver com o conforto a que os meus pais me habituaram... Onde é que estão a dar dinheiro a-la-gardette?

De qualquer forma a discussão apresentada no post é interessante. Porque é que é normal os engenheiros informáticos ganharem mais do que, por exemplo, os professores secundários? É basicamente uma discussão sobre como é que a nossa sociedade valoriza as pessoas. Eu acho que valoriza da mesma forma que valoriza os produtos. O mercado paga o mínimo que consegue. O produto (pessoa, no caso) vende-se ao valor mais alto do que consegue. Por muito pouco romântico que pareça, é assim.

Não tem nada a ver com responsabilidade (como acreditam os médicos ou os engenheiros civis) ou com poder (como acham muitos MBAs) ou com custos operacionais (como gostariam os artistas). Não. Cada indivíduo cobra o máximo que pode - em dinheiro e em benefícios. Cada empresa paga o mínimo que pode. Mercado livre. Tem funcionado até aqui...

Web Services - where are they?. É um ponto de vista: todos os web services que apareceram com alguma dimensão são remakes de serviços que já existiam (pesquisa no Google ou na Amazon, p.ex.)

Discordo, no entanto, da conclusão. Acho que toda a história dos web-services se resume à ubiquidade do sistema operativo. A evolução da informática até aqui tem sido feita tornando ubíqua e comoditizada (anglicismo?) cada uma das camadas que compõem os nossos computadores. Já ninguém pensa em substituir válvulas nos PCs. Já é normal pensar em trocar de arquitectura para uma grande aplicação. Daqui a dez anos, vai ser comum pensar em trocar de sistema operativo, com a mesma facilidade.

XML-RPC/SOAP/WSDL/buzzword32 não são mais do que mais um passo nesse caminho. Expõem algo que tradicionalmente é um serviço do sistema operativo (via COM, DCOM, CORBA, whatever) num protocolo de rede. Em vez de aplicações cliente servidor, passamos a ter aplicações multi-peer ( heh, fui eu que inventei o termo :-). Não interessa em que plataforma ou sistema operativo corre a aplicação. Interessa que expõe os seus serviços num protocolo uniforme, que toda a gente consegue falar. Um Esperanto dos computadores.

A guerra que se trava hoje em dia não é, então, entre Linux e Windows. É mais uma guerra por manter direito algo que nasceu direito - a internet, e os padrões de comunicação que a sustentam. Não queremos uma rede propríetária. Queremos uma rede aberta, onde todos possam competir. Porque a competição é o melhor incentivo que conhecemos para o desenvolvimento.

2002/08/08

Faleceu Edsger Dijkstra, no passado dia seis.

O Dijkstra, que todos os informáticos tratam por tu depois de terem passado horas a implementar os algoritmos de grafos dele -- nomeadamente o "caminho mais curto" -- foi um notável da matemática aplicada. Justamente recebeu o Alan Turing Award. Um pensador por excelência, deixa para a Humanidade um legado de problemas e soluções que contorcem ainda mais as convoluções do nosso cérebro.

Fez a sua parte. Ficou para a História. Esperemos que tenha onde se divertir do lado de lá. Ciao Dijkstra

2002/08/05

Os Estados Unidos começam a preocupar-me. Toda a gente sabe que detêm a supremacia económica do planeta, neste início de milénio. O que me preocupa, e espero que não se venha a confirmar, é que os EU queiram deter o controlo total do planeta, sem problemas no recurso à violência.

O presidente anterior seguia uma política de controlo global mais subreptícia. Extremamente eficaz, utilizando a alavanca económica para diplomaticamente ganhar o apoio voluntário das outras nações. Pode ser opressora, mas eu acredito que se se tornasse grave seria mais facilmente reversível.

Este presidente (?) parece apostado em usar a teoria da guerra contra o terrorismo para fazer o que bem lhe apetece. E toda a gente sabe - americanos inclusivé - o que os EUA fazem quando o seu governo faz o que muito bem lhe apetece.

Toda esta história de Israel/Palestina, e a proposta invasão do Iraque, conduzem a um único resultado: Controlo pelos EUA da única fonte de energia ubíqua e limitada na nossa sociedade: o petróleo. Se os EUA conseguirem o seu objectivo, deixam de precisar da supremacia diplomática do tempo de Clinton, ou da supremacia económica da última década. Passam a deter o controlo total do mundo civilizado, sem qualquer mérito excepto a organização militar -- é inegável que são a única grande potência militar do mundo, com excepção possível da China.

Onde é que nós europeus ficamos no meio disto? Primeiro, não sei se existe um "nós" europeu, ou se isto da UE é tudo uma questão de conveniências. Se existir um "nós", é bom que se mexa.

A Europa precisa de ser um contrapoder para os EUA. Por muito eficiente que seja o seu sistema de governo -- e a democracia é o melhor até agora -- se não tiver quem imponha limites, vai necessariamente gerar abusos de poder.

Qual é o caminho? Eu acho que o melhor caminho é o de eliminar a dependência do petróleo. Eliminando-a, a Europa fica praticamente auto-suficiente. Eliminar necessidades é sempre bom para atingir a felicidade, já diz o Jorge Palma. Mas também é preciso que existam umas forças armadas Europeias. Às vezes as nações também fazem braço de ferro, e é preciso mostrar músculo.

Finalmente, os servidores da Portugalmail estão mudados. Dois dias de trabalho duro, quase sem tempo para comer e dormir.

Correu tudo muito bem. Não foi excelente, porque para ser excelente não poderíamos apresentar downtime. Mas redundância total custa dinheiro, e nesta fase do campeonato, há pouco. Até ao final do ano deve dar para estabilizar o fluxo de dinheiro para dar para melhorar o uptime, eliminando todos os SPOFs e ainda fazer algum lucro.

Apesar de tudo, só estivemos parados o tempo necessário para mudar as máquinas de sítio e reconfigurar o software. Agora, que fiquem lá muitos e longos anos :-P